Não é segredo para ninguém que as plantas nativas são fundamentais para o equilíbrio ecológico. Mas, em relação a conservação do solo, você sabe qual é a importância delas?
As plantas nativas possuem um papel crucial para a saúde do solo, uma vez que desempenham uma série de funções vitais que sustentam a fertilidade e a estabilidade dele e, em troca, o solo alimenta e protege as plantas, ou seja, é uma conexão mútua e benéfica para ambos.
Com suas raízes profundas, a vegetação age como guardiã, segurando o solo firmemente e protegendo-o contra a erosão causada pelo vento e pela água. Além disso, contribui para a melhoria de sua estrutura, aumentando sua porosidade e facilitando a infiltração de água e a circulação de ar. Isso, por sua vez, promove a atividade microbiana e a absorção de nutrientes pelas plantas, essenciais para um crescimento saudável.
E não para por aí.
Quando as plantas morrem e se decompõem, liberam nutrientes de volta ao solo, enriquecendo-o e sustentando a vida vegetal subsequente. Esse ciclo contínuo de nutrientes é fundamental para manter a fertilidade do solo em ecossistemas naturais.

Outra colaboração imprescindível é que as plantas fornecem habitat e alimento para uma variedade de organismos do solo, promovendo a biodiversidade e a resiliência dos ecossistemas. Contudo esse cenário está em perigo.
Segundo um relatório da Convenção da Organização das Nações Unidades para o Combate à Desertificação (UNCCD), a de gradação do solo já atinge 40% da superfície terrestre e afeta negativamente a vida de metade da população global, além de ameaçar mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.
Mas o que fazer para conter esse avanço? A resposta está na manutenção da floresta em pé e restauração de áreas desmatadas.
Manutenção e conservação
Os solos mundo afora abrigam mais de 25% da biodiversidade do planeta, é um importante catalizador de gases poluentes e ótimo armazenador de carbono. Mantê-lo saudável e coberto por vegetação é um bem não só ambiental, mas social, uma vez que sua degradação favorece eventos climáticos extremos e pode afetar uma área do tamanho da América do Sul até 2050.
Tendo em vista esta importância, além da manutenção florestal, a restauração ecológica também emerge como uma oportunidade de fortalecimento das estratégias para a promoção da conservação do solo. No Brasil, por exemplo, mais de 79 mil hectares já foram restaurados, somente a Mata Atlântica concentra 74 mil hectares recuperados.

É inegável que as plantas são peças-chave na conservação dos solos e na manutenção da saúde dos ecossistemas. Ao conservá-las podemos garantir não apenas a estabilidade dos solos, mas também a prosperidade de todos os seres vivos que dependem desse recurso fundamental, incluindo os seres humanos. Por isso, investir na proteção florestal é promover um futuro sustentável para todos.
* Thayná Agnelli é jornalista formada pela FAPCOM, tem experiência em gestão de redes sociais e é responsável pela criação de conteúdo para o Legado das Águas.