Desde a infância, o contato com a natureza é fundamental para o desenvolvimento da criança, uma vez que a exposição a ambientes naturais fomenta estímulos sensoriais variados que colaboram com o processo cognitivo, desenvolvimento motor, estabilidade emocional, melhora da saúde física e mental, bem como tranquilidade diante de interações sociais. Além disso, o correr, pular e explorar que as atividades ao ar livre promovem, aguçam ainda mais a criatividade e imaginação infantil, favorecendo a concentração e a capacidade de aprendizado ao mesmo tempo em que contribuem com a redução da ansiedade nos pequenos.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que mundialmente os casos de depressão em crianças entre 6 e 12 anos cresceram de 4,5 para 8% em uma década. No Brasil, de acordo com um estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), 36% dos jovens entre 5 e 17 anos, apresentaram sintomas de depressão e ansiedade durante a pandemia, ou seja, uma a cada três crianças e adolescentes possuíam níveis de estresse emocional elevados. Se ampliarmos a análise para toda a população, a OMS revela que 5,8% dos brasileiros sofrem com a depressão, o equivalente a 11,7 milhões de pessoas, fazendo com que o país seja o de maior prevalência da doença na América Latina.
Diante de tal cenário, o fomento da educação ambiental se torna imprescindível.
Educação Ambiental
A educação ambiental é um processo que visa a conscientização e compreensão das relações entre os humanos e o meio ambiente. O principal objetivo é fomentar o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e valores em prol da conservação da natureza, isto é, estimular a adoção de práticas e ações sustentáveis, que protejam a biodiversidade e os recursos naturais das florestas.

Essa forma de educação pode ser realizada de diferentes maneiras, como por meio do currículo escolar, onde há a integração de temas ambientais e disciplinas como ciências e geografia, ou através de práticas lúdicas e ao ar livre e ações, palestras e workshops com a comunidade.
O Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, por exemplo, tem a educação ambiental como uma ferramenta para conservação do bioma. Por meio de ações que podem acontecer internamente, nos municípios vizinhos à Reserva, com empresas investidas do portifólio Votorantim ou através de iniciativas comerciais, como o estudo do meio, o Legado leva às pessoas a compreensão da conexão entre a floresta em pé e o desenvolvimento inclusivo e sustentável. Não é à toa, que em seis anos de atuação (2017- 2022), a Reserva já alcançou resultados relevantes:
*Veja mais detalhes sobre essa frente de trabalho do Legado das Águas, aqui.



A educação ambiental se revela como uma força transformadora que ultrapassa os limites do conhecimento cotidiano. Ao estimular a reconexão das crianças com o meio ambiente e cultivar o desenvolvimento do senso crítico, ela semeia as bases para a construção de uma cidadania consciente e participativa. Dessa maneira, não apenas instrui, mas também empodera e inspira, fornecendo aos pequenos ferramentas essenciais para serem ecocidadãos e moldarem um futuro mais sustentável e promissor.
* Thayná Agnelli é jornalista formada pela FAPCOM, tem experiência em gestão de redes sociais e é responsável pela criação de conteúdo para o Legado das Águas.