Tornar a sustentabilidade um tema de debate cotidiano é imprescindível, uma vez que ela impacta a qualidade de vida de todos. Tal conceito ajuda-nos a propagar quais ações devemos adotar em prol da conservação do meio ambiente, sua biodiversidade e recursos naturais. É um ciclo, cuidando da natureza, cuidamos de nós.
Mas por onde começar?
Trocar os veículos automotores por bicicletas é um caminho. Pedalar é uma atividade que traz inúmeros benefícios para a saúde física, mental e do planeta.
Os automóveis são os principais responsáveis pela poluição do ar. De acordo com uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo e no Rio de Janeiro, eles são os causadores de 60% das emissões de gases do efeito estufa. Isso acontece por meio da queima de combustível que os movem. Desta forma, inserir e incentivar o uso de bikes nas cidades é fundamental.
Muitos países, principalmente os de primeiro mundo, já fomentam o transporte de bicicletas em áreas urbanas através do investimento em ciclovias, por exemplo. No Brasil, esse cenário está em crescimento, porém ainda requer esforços.
Conforme dados da Bicycle-Guider, há mais de 1 bilhão de bikes espalhadas pelo mundo, 40 milhões só no Brasil. No entanto, apenas 7% dos brasileiros usam-as como meio de transporte principal, como indica o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Em contrapartida, nos últimos quatros anos houve um aumento de 133% da malha cicloviária brasileira (via exclusiva para bicicletas, skates, patins e etc), segundo a Betway Insider. Contudo, ela representa somente 3,1%.
Ainda de acordo com o levantamento, ao todo são 3.291 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas. As cidades com maiores números de ciclovias e ciclofaixas são: São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Fortaleza e Curitiba, respectivamente.

Resultados
Dentre os resultados mais expressivos do Legado das Águas, está a geração de conhecimento público científico por meio de pesquisas científicas. Em 10 anos, o Legado fez parceria com 47 instituições, o que proporcionou ótimos resultados e descobertas ecológicas de suma importância, como:
– Antas albinas: em seu território há a presença de duas antas albinas, carinhosamente chamadas de Gasparzinho e Canjiquinha. Possivelmente, são as únicas do mundo que vivem livres na natureza;
– Muriqui-do-sul: abriga o terceiro maior grupo populacional de muriquis-do-sul, assim, é reconhecido pela União Internacional Para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN) como Área Prioritária Global para conservação desta espécie de macaco;
– Espécies ameaçadas: é casa de 13,5% de todas as espécies de animais nativos da Mata Atlântica que estão em algum grau de ameaça;
– Orquídeas: em seu território, houve a redescoberta da orquídea Octomeria estrellensis, considerada extinta há mais de 50 anos no Estado de São Paulo. Além disso, foi identificada a presença de uma nova espécie da planta, nomeada como Lepanthopsis legadensis, em sua homenagem;


Atualmente, o Legado representa quase 1% dos 22,9% de remanescentes da Mata Atlântica do Estado. Sua área em alto grau de conservação não é importante somente para o abrigo de biodiversidade endêmica, mas também para o equilíbrio ecossistêmico. Sua floresta contribui assiduamente com a mitigação do aquecimento global e mudanças climáticas, uma vez que estoca em seu território 10 milhões de toneladas de carbono (CO2), segundo o Inventário de Carbono do Legado.
Especificamente no Brasil, o Ministério do Turismo indica que antes da pandemia de Covid-19, a busca por essa modalidade na internet correspondia a 10%. Agora, esse percentual é de 54%, sendo um dos atrativos de lazer mais procurados. Esse interesse reflete diretamente nos resultados do Legado.
A Reserva é um dos únicos destinos do país que possui infraestrutura necessária para receber turistas no coração da Mata Atlântica. Atualmente, 15 atrações guiadas compõem o catálogo de atividades do local. Trilhas, banho em cachoeiras, canoagem e rafting são exemplos das opções que atendem todos os gostos e tipo de público, desde aqueles mais aventureiros até as pessoas que possuem limitações físicas.


Para os mais aventureiros e àqueles que buscam novos desafios, há a opção de fazerem a Singletrack do Tamanduazinho. A atração possui três quilômetros de extensão e é uma modalidade de mountain bike praticada em terrenos de terra. Durante o percurso, é possível ter acesso a um mirante que possibilita a contemplação do Rio Juquiá. Além disso, no final do trajeto, você pode se refrescar em um banho de cachoeira.
A Singletrack está localizada em uma área de divisa entre o Legado e o Parque Estadual Jurupará. A atividade exige habilidade e precisão na pilotagem da bicicleta, pois há trechos estreitos e que requerem cuidados. Desta forma, é indicada para pessoas maiores de 12 anos.


E aí, você costuma andar de bicicleta no dia a dia? Já pedalou em meio à natureza? Conta pra gente!
* Thayná Agnelli é jornalista formada pela FAPCOM, tem experiência em gestão de redes sociais e é responsável pela criação de conteúdo para o Legado das Águas.